Cálcio, magnésio e enxofre: ganhos na produtividade do café
Veja como cálcio, magnésio e enxofre contribuíram para maior produtividade, qualidade dos grãos e retorno econômico na cultura do café.
A cafeicultura possui grande importância econômica para o Brasil, que se destaca como um dos principais produtores e exportadores mundiais de café. Além de gerar renda, empregos e divisas, a atividade ocupa posição estratégica no agronegócio brasileiro e no abastecimento do mercado mundial.
Nesse cenário, aumentar a produtividade com eficiência torna-se cada vez mais importante para a sustentabilidade econômica do cafeicultor.
Cálcio, magnésio e enxofre na fisiologia do cafeeiro
Dentro da fisiologia do cafeeiro, cálcio, magnésio e enxofre desempenham funções fundamentais.
O cálcio (Ca) está relacionado à formação e estabilidade das paredes celulares, ao crescimento dos tecidos e ao desenvolvimento do sistema radicular.
O magnésio (Mg) é o átomo central da molécula de clorofila, sendo essencial para a fotossíntese e para o aproveitamento energético da planta.
Já o enxofre (S) participa da síntese de aminoácidos, proteínas e enzimas, contribuindo para o metabolismo e para o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo.
Pesquisa em campo
Em um trabalho conduzido em Araguari (MG), na cultura do café, foi comparado o manejo convencional da fazenda com uma estratégia baseada em óxidos de cálcio e magnésio da Caltec.
O manejo convencional utilizou:
- 1,8 t/ha de calcário dolomítico;
- 0,6 t/ha de gesso agrícola.
Já o manejo Caltec utilizou:
- 400 kg/ha de F-108, aplicado em outubro de 2025;
- 400 kg/ha de A-104, aplicado em janeiro de 2026.
Resultados de produtividade

O manejo com F-108 + A-104 apresentou produtividade de 61 sacas/ha, enquanto o manejo da fazenda apresentou 53 sacas/ha.
Isso representa:
- ganho de 8 sacas/ha;
- incremento de 15,1% na produtividade.
Classificação por peneira

Além do aumento de produtividade, o manejo com F-108 + A-104 manteve a qualidade dos grãos nas peneiras mais importantes.
Na soma das peneiras >16 e >14, os resultados foram:
- Caltec: 80,03%;
- Produtor: 79,68%.
A diferença foi de 0,35 ponto percentual a favor do manejo com F-108 + A-104.
O material também apresenta redução na participação de fundo/catação, de 7,48% para 6,98%.
Retorno econômico

O investimento adicional no manejo Caltec foi de R$ 760,00/ha.
Com o incremento de 8 sacas/ha e considerando o valor de R$ 1.800,00 por saca utilizado no material, a receita adicional foi de R$ 14.400,00/ha.
Descontando o investimento adicional, o ganho líquido apresentado foi de R$ 13.640,00/ha, com ROI incremental de 1.795%.
Segundo o cálculo apresentado no estudo, para cada R$ 1,00 investido a mais na estratégia Caltec, houve retorno líquido de R$ 17,95.
Conclusão
Os resultados do trabalho demonstram que o manejo com F-108 + A-104 proporcionou maior produtividade, manteve a qualidade dos grãos nas peneiras mais importantes e apresentou maior retorno financeiro por hectare.
Dessa forma, o investimento em tecnologia de nutrição e manejo do solo não deve ser analisado apenas como aumento de custo, mas também pelo retorno que pode proporcionar dentro do sistema produtivo.
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