O papel do cálcio e magnésio na nutrição da cana-de-açúcar
Entenda a importância da nutrição vegetal na cana-de-açúcar e o papel do cálcio e do magnésio no metabolismo da cultura e na produtividade.
O Brasil ocupa posição de destaque no cenário mundial como maior produtor de açúcar e segundo maior produtor de etanol, atrás apenas dos Estados Unidos. Para a safra 2025/26, a CONAB e outras instituições estimaram uma produção média de aproximadamente 680 milhões de toneladas de cana-de-açúcar no país.
A construção da produtividade nos canaviais é resultado da interação de diversos pilares de manejo. Entre eles, a nutrição vegetal na cana-de-açúcar desempenha papel central, uma vez que influencia diretamente o crescimento, o desenvolvimento e a eficiência produtiva da cultura. Para que os resultados esperados sejam alcançados, é fundamental garantir a disponibilização eficiente e equilibrada dos nutrientes essenciais.
Exigência nutricional da cana-de-açúcar
De acordo com a literatura, a ordem decrescente de exigência nutricional da cana-de-açúcar é:
Potássio (K) > Nitrogênio (N) > Cálcio (Ca) > Magnésio (Mg) > Enxofre (S) > Fósforo (P)
Entre esses nutrientes, cálcio e magnésio exercem funções fisiológicas distintas, porém complementares, sendo determinantes para o desempenho da cultura ao longo do ciclo.
Funções do cálcio no metabolismo da cana-de-açúcar
O íon cálcio (Ca²⁺) tem papel fundamental na estruturação da parede celular, atuando como elemento estabilizador que delimita o meio intracelular e protege as organelas. Essa função estrutural confere maior resistência mecânica aos tecidos vegetais.
Além disso, o cálcio é essencial para a formação de novos tecidos, com destaque para o sistema radicular. Um adequado suprimento desse nutriente resulta em maior volume de raízes, favorecendo a exploração do perfil do solo em busca de água e nutrientes, o que impacta diretamente a eficiência produtiva da cana-de-açúcar.
Importância do magnésio para a cana-de-açúcar
O íon magnésio (Mg²⁺) atua em múltiplos processos fisiológicos e metabólicos. Sua função mais conhecida está relacionada à fotossíntese, já que o magnésio é o íon central da molécula de clorofila, sendo indispensável para a captura da energia luminosa.
Além disso, o magnésio participa da ativação enzimática de rotas metabólicas associadas a processos antioxidantes e exerce papel essencial na translocação de fotossimilados, garantindo que os carboidratos produzidos na parte aérea sejam eficientemente direcionados ao sistema radicular e aos colmos, estruturas diretamente relacionadas à produtividade da cultura.
A importância da escolha da fonte de cálcio e magnésio
Para que a cana-de-açúcar expresse seu potencial produtivo, não basta apenas suprir cálcio e magnésio em quantidade adequada. A escolha da fonte nutricional deve considerar fatores como:
- Forma química da matéria-prima
- Reatividade no solo
- Biodisponibilidade dos nutrientes
- Versatilidade de aplicação
- Eficiência operacional no campo
Esses critérios são determinantes para garantir que os nutrientes estejam disponíveis no momento certo e na forma adequada para absorção pelas plantas.
Soluções Caltec para nutrição e controle da acidez na cana-de-açúcar
Nesse contexto, a Caltec desenvolveu um portfólio de soluções voltadas a atender de forma precisa a demanda nutricional da cana-de-açúcar. Seus produtos são formulados para oferecer alta reatividade, excelente biodisponibilidade e eficiência operacional, contribuindo tanto para o controle da acidez quanto para a nutrição balanceada dos cultivos.
Ao longo dos anos, a Caltec se especializou no desenvolvimento de ferticorretivos capazes de atuar de maneira estratégica no ambiente do solo, promovendo condições mais favoráveis ao desenvolvimento radicular e à absorção de nutrientes.
Resultados a campo com ferticorretivos em canaviais
Durante diferentes safras, diversos campos comparativos foram instalados em canaviais de distintas regiões do Brasil, avaliando o uso de ferticorretivos em relação ao padrão fazenda.
Esses ensaios possibilitaram a obtenção de resultados consistentes, com incrementos em toneladas de cana por hectare (TCH) e uma visão abrangente do desempenho agronômico dos sistemas avaliados. Os dados reforçam a importância do manejo nutricional aliado ao controle adequado da acidez como estratégia para elevar a produtividade da cana-de-açúcar.


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